um, dois, três, quatro


"É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo. O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói - porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre demais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada. Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado. O primeiro beijo é sempre uma confusão. Está tudo a andar à volta e não se consegue parar. A outra pessoa assalta-nos e deixa-nos tontos, isto apesar de ser tão tímida e inepta como nós. E os nomes dos nossos primeiros amores? Os nomes doem. Parecem minúsculos milagres. Cada vez que se pronunciam, rebenta um pequeno terramoto no equador. E as mãos? Quando a mão entra na mão de quem se ama e se sente aquele exagero de volts e de pele, a única resposta sensata é o assassínio, o exílio, o suicídio. Nada fica de fora. O mundo é uma conspiração cinzenta de amores em segunda mão. Nada é puro fora daquelas mãos. O tesouro está a arder, as pessoas estão a morrer, os olhos cheios de luz estão a cegar, mas o primeiro amor é também, e sem dúvida, o primeiro amor do mundo. O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse. As outras pessoas - por muito bonitas e fascinantes que sejam - metem-nos nojo. Só no primeiro amor.
Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor - é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de poder-mos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos. Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem.
E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores - o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras. Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.
Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar.Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida - e não há milagres em segunda mão. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?». Os outros amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos - são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, por muito diferentes, são mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, telefonam-se, combinam ir à Baixa comprar cortinados. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes - os primeiros, primeiríssimos amantes. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que os prendeu e o amor, como toda a gente sabe, não chega para quase nada. É preciso respeito e bláblá, compreensão mútua e muito bláblá, e até uma certa amizade bláblá. Para se fazer uma vida a dois que seja recompensadora e sobretudo bláblá, o amor não chega. Não se vive só dele. Não se come. Não se deixa mobilar. Bláblá e enfim. Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último. Afinal nem é por ser primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem de queimar - do incêndio incontrolável - todas aquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Como se queima um campo para crescer plantas nele. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É essa a tristeza do primeiro amor. Prepara-nos para sermos felizes, limando arestas, queimando energias, esgotando inusitadas pulsões, tornando-nos mais «inteligentes».
É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos.
Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro."

dá-me dois*


"Dá-me um abraço que seja forte e me conforte a cada canto. Não digas nada que o nada é tanto e eu não me importo. Dá-me um abraço fica por perto neste aperto tão pouco espaço. Não quero mais nada, só o silêncio do teu abraço. Dá-me um abraço que me desperte e me aperte sem me apertar, que eu já estou perto, abre os teus braços quando eu chegar. É nesse abraço que eu descanso. Esse espaço que me sossega e quando possas dá-me outro abraço só um não chega.
Já me perdi sem rumo certo, já me venci pelo cansaço e estando longe, estive tão perto do teu abraço"



tears and rain*


Andamos, mais uma vez, às reviravoltas na cama sem saber para que lado nos havemos de virar. O despertador tocou e eu fujo da cama para me vestir – ao contrário de ti que ainda estás a tentar abrir os olhos. Debruço-me na cama e despeço-me de ti com um beijo leve nos lábios. Beijei-te como se fosse uma rotina, como se ao final da tarde estivesse de volta ao nosso cantinho.
Ainda me lembro desse dia. Estava a chover pela manhã e um frio que me cortava as mãos. O trânsito estava impossível e eu como sempre atrasada. Ao final do dia estava a pensar fazer uma surpresa para te compensar pela maneira como te deixei. Esperei por ti duas horas, três até que adormeci no sofá.
Desde esse dia apressado nunca mais cheirei o perfume da tua almofada. Foi o nosso último beijo, o mais leve de todos os outros que demos e que teríamos para trocar. Não me esqueci dessa segunda-feira de manhã nem do nosso último beijo.. Nem nunca me esqueci de ti.

bye summer!

«You think I'm pretty without any make-up on. You think I'm funny when I tell the puch line wrong. Before you met me I was a wreck but things were kinda heavy you brought me to life. Now every February you'll be my valentine.
Let's go all the way tonight no regrets, just love. We can dance until we die, you and I we'll be young forever! We drove to Cali and got drunk on the beach. Got a motel and built a fort out of sheets. I finally found you my missing puzzle piece. I'm complete.
I might get your heart racing in my skin-tight jeans. Let you put your hands on me in my skin-tight jeans. Be your teenage dream tonight! You make me feel like I'm living a teenage dream. The way you turn me on, I can't sleep. Let's run away and don't ever look back. My heart stops when you look at me. Just one touch now baby I believe. This is real so take a chance and don't ever look back, don't ever look back.»

Rio das Flores


"Quem nunca sofreu por amor nunca aprenderá a amar. Amar é o terror de perder o outro, é o medo do silêncio e do quarto deserto, de tudo o que se pensa sem poder falar, do que se murmura a sós sem ter a quem dizer em voz alta. É preciso sentir esse terror para saber o que é amar. E, quando enfim tudo desaba, quando o outro partiu e deixou atrás de si o silêncio e o quarto deserto por entre os escombros e a humilhação de uma felicidade desfeita, resta o orgulho de saber que se amou."

Miguel Sousa Tavares

eu e tu


« Eu e tu infelizmente não temos nada, somos tecto sem lar. Eu e tu somos romance que já não tem pernas para andar.Eu e tu já nada temos. Quero deixar-te mas é tanta a tentação. Eu e tu tínhamos tanto, hoje só resta uma velha canção. Escuta atentamente, não volto a dizer: sabes bem o nosso amor morreu. Já não te sinto em mim, já não te sinto em ti, já não te sinto em mais ninguém. Sei que tu mentes e tu também sentes que o nosso amor meu bem, morreu.
Ainda temos um guarda vestidos com umas peças esquecidas por lá.
Algumas bolas de naftalina e o teu terno feio de tafetá. As tuas cartas guardo para sempre na minha caixa magenta de cartão. Já não te sinto em mim amor e pouco ou nada tenho para dizer. Entre nos dois eu já não sinto calor e acho que nunca senti. »

parachute

«I don't tell anyone about the way you hold my hand , I don't tell anyone about the things that we have planned. Won't tell anybody how you turn my world around , I won't tell anyone how your voice is my favourite sound. Don't believe the things you tell yourself so late night and you are your own worst enemy. You'll never win the fight. Just hold on to me, i'll hold on to you . It's you and me up against the world»

alma cara!

Não dei por começar mas aconteceu como da primeira vez, baby isto sou eu. Era só olhar, batia perfeito jaz como o mar como 'tar sem jeito. Tentei mudar-te um pouco mas agora sei que não devia. Tentei mostrar-te o louco que sou por ti desde esse dia. Não me deixes mais nesta situação, quero 'tar contigo p'ra ter a noção. Podia dizer que fiquei sem chão e o que tu me deste foi uma lição. Acredito ter aquilo que queres mas depois de teres aí não desesperes. É de loucos o que sinto por ti, sinto falta de ti, desejava tanto que 'tivesses aqui e me desses o devido valor porque acredito que a vida não é nada sem amor. Não, sei que não sou perfeito nem nada que se pareça mas eu respeito o que vai na tua cabeça. Não me deixes mais nesta posição, nada é em vão, tudo tem a sua explicação. E eu sei a minha quando te vejo, falo, toco, arrepio na espinha e agora vai ser tudo de bom. Ah e vou tentar ser mais coração mole, vou ligar-te para irmos ver o pôr do sol. O amor é rápido, sádico e às vezes trágico!

pensa em mim


«Inspiração dos meus sonhos, não quero acordar! Quero ficar só contigo não vou poder voar. Porque parar para refletir se o meu reflexo é você? Aprendendo uma só vida, compartilhando prazer. Por que parece que na hora eu não vou aguentar? Se eu sempre tive força e nunca parei de lutar? Como nos filmes, no final tudo vai dar certo. Quem foi que disse que pra estar junto, precisa estar perto? O tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre. Intimidades e brincadeiras só a gente entende. Pra quem fala que namorar é perder tempo, eu digo: - Há muito tempo eu não cresci o que cresci contigo. Juntos no balanço da rede sob o céu estrelado, sempre acontece: o tempo pára quando estou do seu lado. A noite chega, eu fecho os olhos, é você que eu vejo, como eu queria estar contigo eu paro e faço um desejo.»

ó mariana

FÉRIIIIIIIIIIIAS!


voltamos dia 1, cariños*





B-day J

«I hope life treats you kind and I hope you have all you've dreamed of.
And I wish to you, joy and happiness. But above all this, I wish you love.
I will always love you!»



Estás a ficar um homem e eu dou graças por te estar a acompanhar já há dois anos. fica sabendo que quero estar aqui até completares 100 primaveras! Eu gosto muito de ti, amarelinho.
Happy birthday my sweetheart!

MADRID!


VACACIONES!

Hasta la vista, muchachos!

nothing else matters

«And I'd give up forever to touch you cause I know that you feel me somehow, you're the closest to heaven that I'll ever be and I don't want to go home right now. And all I can taste is this moment and all I can breathe is your life cause sooner or later it's over , I just don't want to miss you tonight . And I don't want the world to see me cause I don't think that they'd understand when everything's made to be broken I just want you to know who I am. And you can't fight the tears that ain't coming or the moment of truth in your lies. When everything seems like the movies you bleed just to know your alive»

Nine :)

near, far, wherever you are





Jack: Where to, Miss?

Rose: To the stars.

ocean avenue

« We were both 16 and it felt so right: sleeping all day, staying up all night. There's a piece of you that's here with me, it's everywhere I go it's everything I see.
If I could find you now things would get better; we could leave this town and run forever. I know somewhere, somehow we'll be together. We'll be together for one more night, somewhere, somehow. »

díficil tentação


« O encontro será apenas o momento no interior do pensamento onde tudo se resolve; o que fomos passa por nós na avenida é um pedaço da nossa vida que ainda quer sobreviver »

Eu vou tendo saudades; não te minto por me saberes ler os olhos e perceber que o teu bichinho vagueia por aqui e por ali.
Talvez vás sabendo a minha vida por terceiros e espantes certas e outras atitudes. Fiques surpreso pela maneira como encarei a vida e como, por entre sorrisos e choros soltos, nenhum foi em tua memória.
Já me habituei à tua não-presença, aos teus não-abraços e ao nosso-não a tempo inteiro. Vou largando partes de ti todos os dias; nos sítios que outrora nos pertenceram e agora são de um novo alguém; nos lençóis que um dia nos deitamos a contemplar o silêncio que nos aconchegava; aos presentes que me deram uma enorme dor de cabeça a encontrar; a isto eu lembro-te.
Nunca te dediquei cinco linhas de um texto da minha autoria, optei pelo mais básico e simples.
Hoje, não sei por que razão decidi lembrar-me de nós e do que parece estar tão distante. Não nos lamento ou choro nem por sombras, – as lágrimas que tiveram de cair já se juntaram ao rio Douro. A mistura de sentimentos que carregava já se mudaram de malas e bagagens e só sobrou isto, fechado 24h sob 24h na gaveta fica a única recordação sólida que permanece tua.

life's good*















"Todos os dias te vejo, todas as noites te quero e eu vou procurando um sinal em ti que me faca rir, eu espero e nunca mais vem.
Vou tirando fotocópias e vou pensando em ti, vou adivinhando todos os desejos e todos os beijos que temos para trocar. Todos os dias te tenho, todas as noites te abraço. Vou aproveitando tudo o que tu tens e tudo o que me das, nem consigo acreditar! Meu amor se isto é só um sonho bom eu não quero acordar. De tanto querer, de tanto gostar, de tanto te amar eu nao te quero perder! "

where are we now?


« And it's so hard to do and so easy to say but sometimes you just have to walk away. With so many people to love in my life, why do I worry about one?
We've tried the goodbye so many days. We walk in the same direction so that we could never stray. They say if you love somebody than you have got to set them free but I would rather be locked to you than live in this pain and misery. They say time will make all this go away but it's time that has taken my tomorrows and turned them into yesterdays.
And it's so hard to do and so easy to say but sometimes you just walk away! »