DEI(-te) parte de mim.

Dou um sorriso, dou um abraço, dou um carinho. Aliás, dei (-te). Os sorrisos já não são frequentes, os abraços cada vez menos, e os carinhos? Esses não chegam a existir. Mas no fundo, sinto falta deles. sinto falta do seu calor, da sua protecção mas principalmente da pessoa que mos dava, tu.
Em todos os capítulos existe sempre um 'tu' ou um 'ele'. Nunca chegaste a partir realmente, havia sempre um pormenor que me associava a ti, a mais pequena coisa que me fazia pensar em ti.
O sono tem sido o meu melhor amigo. Afogo-me em sonhos, agarro-me a uma felicidade nao identificada e fujo com ela para bem longe, para bem longe. O problema é quando o despertador toca. Ainda meia a dormir começo a pensar, a pensar como será o dia. Se será dos dias em que o preferível era ficar em casa ou se me vou aguentar mostrando um 'sorriso amarelo' para as pessoas que são simpáticas comigo. Não sei, gostava que à noite quando falo com os meus botões me fornecessem um mapa para saber o que fazer, com quem devo estar.. para que possa ter um dia melhor que 'o de ontem'.
Chamas a isto? Chamo-lhe saudade. Muita saudade. Uma saudade que dói, que dói bastante, um conjunto de sentimentos que me levaram a ter saudades tuas.
Não teve um começo certo, o desenvolvimento passou a correr e o final, esse foi marcante. Foi um final não como todos os outros, não um final que virássemos apenas as costas um ao outro e seguíssemos cada um para seu lado, não um final com rancor e mágoa, não foi um final em que nos custasse dizer o último 'adeus' ou apneas dar o último beijo. portanto não foi um final. Foi o começo de uma nova experiência de vida, sem ti.

( e juro-te que foi a última vez. )