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A luz cegava-lhe os olhos cor de mar, estando ele assim constantemente a tropeçar nos seus próprios erros. Alguém em frente dessa luz pôs um pequeno vidro que a conduziu para outro lugar. Ele estava prestes a tropeçar uma vez mais numa dessas pedras que se atravessam pelo caminho. Devagarinho lá foi abrindo os olhos, desviou-se dos erros e como sempre lamentava-se pelo monte de pedras que tinha coleccionado. Os pedidos de desculpas já não serviam e ele estava sem ninguém (mas tinha sempre razão, está claro). Escondia medos, fraquezas por detrás de arrogância e de um belo ar de superioridade que o caracterizava sempre. Todos os dias de cabeça erguida até que uma vez, o melhor momento de todos ele caiu. Bateu com a cabeça num grande pedregulho e ficou inconsciente durante algumas horas. Durante esse tempo pensou, fez um tipo de slide na sua mente desde o dia em que nascera até o momento. Quando acordou as lágrimas vieram-lhe aos olhos porque apesar de se ter apercebido que as pedras que andara a coleccionar eram demais já era demasiado tarde para o pedido de desculpas.
1 comentário:
Vou estar sempre do teu lado (L)
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