a (grande) árvore.

Paraste no tempo, vagueavas entre as folhas amareladas do Outono. Querias partir mas ficaste preso a um ramo de uma árvore. Eu era a tua árvore, onde te protegia das tempestades, dos dias de maior calor e frio. Sentaste-te por baixo de mim e eu acaraciava-te deixando cair as folhas que não faziam o minimo barulho. Os teus olhos brilhavam com o pequeno raio de sol que te aquecia o corpo e alma.
Durante anos e anos foi assim, verões, invernos, outonos e primaveras. Todos os dias me acompanhavas sentado no banco vermelho do jardim . Até que só vinhas aos fins-de-semana, passaste a vir só uma vez por mês até que nunca mais apareceste. Já não existiam mais folhas, os ramos já se desfaziam com uma pequena brisa. Afinal não ficaste preso a um ramo meu, deixaste apenas um bocado rasgado do teu casaco preto. Afinal deixaste só o teu perfume no ar. Afinal deixaste apenas um buraco no meu tronco. Afinal partiste sem eu me despedir.
A árvore morreu, o banco acabou por ser arrancado, e tu ?

1 comentário:

catarina santos disse...

"Afinal não ficaste preso a um ramo meu, deixaste apenas um bocado rasgado do teu casaco preto. "

que linda linda frase *.* Assim como tudo vai, tudo volta. o vento irá trazer-to novamente :)

ILOVEYOOOU