tu.

Do nada apareceste, sem nada conseguiste que ficasse rendida e apaixonada. Termia com o teu nome, deliciava-me com o teu abraço, vibrava com a tua voz. Envolvia-me de uma forma incrível e fiquei agarrada como uma mosca presa numa teia d’aranha. Em cada movimento caía, em cada som desmaiava, em cada beijo morria. Palavras para tentar definir o inexplicável, sentir o impossível. Gritava com a voz muda, chorava com lágrimas secas, amava sem coração, vi-a cor no preto e branco. Queimava as pestanas de tanto ler cada carta tua, no fim deitava-as ao lume quente e avermelhado. Soltavas o suspiro no momento de tensão e o carinho no meio de tristeza.Fazias o mundo quadrado e as flores transparentes. Fazias acreditar que era possível igualar o inigualável, tornar o impossível não credível. Tiravas o prazer às coisas como se revelasses o final de um filme e planeasses os pormenores de um encontro romântico. Acreditavas no amor à primeira vista, no amor de sempre e até no amor ‘sem’ vista. Rasgavas os teus sentimentos com as tuas próprias mãos, matavas o teu ser sem razão. Caminhavas por ruas desconhecidas, escondias a alegria que vivia dentro de ti e soltavas a fúria de um leão. Choravas por chorar, rias por rir e…
Acabavas por desfalecer dentro de mim, ti, todos

2 comentários:

Caterrinne disse...

está incrivel, nao ha palavras. está tudo escrito e adoro cada uma das tuas palvras !
sabes? eu quero é ver-te sorrir , sempre!

sis , <3

Catarina disse...

Minha querida, sorri sempre.
Por mais azares que tenhamos, por mais que pessoas que não nos mereçam nos encravem o caminho, e por mais que não nos consigamos livrar delas, sorri.

Mais tarde ou mais cedo a dor perder-se-à num sorriso.

Um beijo.